Almoço comemorativo do 25 de Abril no Barreiro



Largas dezenas de democratas participaram no almoço-convívio comemorativo do 43º aniversário do 25 de Abril, que teve lugar no passado domingo, dia 23, na Escola Básica da Quinta Nova da Telha, no Barreiro, e para o qual a Associação Conquistas da Revolução foi de novo convidada.
Da iniciativa das Juntas das Uniões de Freguesia do Alto Seixalinho, Santo André e Verderena, do Barreiro e Lavradio, de Palhais e Coina, e da Junta de Freguesia de Santo António da Charneca, Presidentes e representantes destes orgãos autárquicos (que colocaram enfâse na luta pela reposição das Juntas, naturalmente), os Presidentes da Assembleia e da Câmara Municipal antecederam o Comandante Manuel Carvalho, Militar de Abril, da Direcção da ACR.
Quanto a Carlos Humberto, Presidente da Edilidade, a emoção foi evidente na recordação do combate ao fascismo naquela terra e do preço que muitos tiveram de pagar.

Intervenção de Manuel Begonha na apresentação do livro " Abril Caderno de Memórias" da autoria do nosso associado Nuno Pinto Soares



No passado dia 21 de Abril foi apresentado o livro "Abril Caderno de Memórias" da autoria do nosso associado Nuno Pinto Soares.
A Associação foi representada pelo nosso presidente de direcção que na altura proferiu a intervenção que se reproduz.




Em nome da Direcção da Associação conquistas da revolução, vou ler um pequeno texto. Optei pela leitura porque numa ocasião como esta, não quero que se percam palavras.

Evoco aqui a obra de Robert Musil.

A personagem do livro, é estranhamente indiferente e não reconhece as suas qualidades.

A sua atitude e entendimento da sociedade, denota falta de profundidade e uma desesperante capacidade analítica que o obrigam a recorrer ao mundo exterior para formar o seu carácter.

Vem isto a propósito, de me propor falar do seu contrário que é o Nuno Pinto Soares que é um homem de qualidades. A sua vida demonstra uma luta constante entre a razão e a alma, com a moral e a ética com ponto de equilíbrio e o ideal como guia e epicentro.

É um homem que tive o privilégio de encontrar na Revolução, tendo referência comum o apreço e a amizade pelo General Vasco Gonçalves.

Sempre admirei no Nuno a sua largueza de horizontes, profundidade de pensamento e fina inteligência. É uma personalidade especial que dá particular importância aos valores da verdade e da opinião.

No aspecto profissional, quero apenas recordar duas situações: a sua acção como Comandante da Academia Militar, onde instituiu uma alteração pedagógica notável na relação professor aluno e a sua inteligência política na condução dos cadetes numa campanha de dinamização cultural no Distrito da Guarda.

Por tudo isto, termino acreditando ser justíssimo desejar que este livro tenha o sucesso que o seu autor merece.

Jantar comemorativo do 43º aniversário do 25 de Abril








































Intervenção de Manuel Begonha, Presidente da ACR, no jantar comemorativo do 43º aniversário do 25 de Abril

As comemorações do 43º Aniversário do 25 de Abril, ocorrem num período de grandes preocupações a nível mundial, algumas das quais insólitas, mas no entanto muito preocupantes.
A nível interno, mantém-se um governo com um suporte parlamentar imprevisível para muitos, mas que se tem mostrado responsável. Não constitui para a EU um motivo de satisfação, gerando grandes desconfianças e até invejas, mas não deixa de constituir um desafio que explica os inadmissíveis ataques a que periodicamente nos sujeita.
Mas o problema fundamental com que estamos confrontados, é o do investimento público. É óbvio que este está fortemente condicionado pelos juros a pagar devido ao resgate que sofremos. Torna-se assim inevitável a renegociação destes juros, no que diz respeito ao correspondente valor e prazo de pagamento.
Outra questão mais complexa será a saída da zona euro. Contudo, tal passo deverá ser estudado com profundidade, devendo aguardar-se pela inadiável evolução de uma EU dividida e titubeante, minada por nacionalismos estreitos e sem uma visão internacionalista.
Por enquanto dá sinais de tentar reforçar a penalização e menorização dos países mais pobres, enquanto se acobarda com as consequências do Brexit.
Por outro lado, o BCE sem controlo democrático, dedica-se a harmonizar o poder financeiro, na óptica dos poderosos.
Por agora, importa ver concretizada a saída do País do procedimento por défice excessivo.
Ainda no que respeita a problemas internos que urge solucionar, destaca-se a situação preocupante da banca e o assombroso valor das respectivas imparidades, ligadas à criminosa protecção aos grandes devedores, sem esquecer os 10 mil milhões de euros, misteriosamente remetidos para paraísos fiscais.
Muitos factos anómalos permanecem numa conveniente obscuridade, uma vez que a comunicação social foi tomada pelas forças de direita – que com esta forma de poder, querem continuar a transmitir o legado da sua incapacidade – e lamentavelmente também pelo PS, logo a partir dos primeiros governos constitucionais. Conseguiram assim instaurar o medo e o conformismo que constrange hoje a maioria esmagadora dos jornalistas. Normalmente, os critérios editoriais entendem não ser do interesse público os assuntos que importam à esquerda, excepto quando a querem envolver na baixa política, exercendo deste modo uma forma objectiva de censura.
Importa voltar ainda à questão do investimento público que o estado deverá afectar a estruturas produtivas, para garantir um crescimento prolongado e a recuperação do emprego.
Mas existem outros tipos de investimento que de uma forma indirecta, poderão ter enormes repercussões na melhoria das condições de vida dos portugueses, devendo assim serem rapidamente resolvidos. Realçaria de entre muitos outros, os seguintes:
  • Mais pessoal e melhores equipamentos para os hospitais públicos; mais Centros de Saúde e melhor protecção à 3ª idade.
  • Recuperar o património escolar; promover a investigação e a inovação atribuindo mais bolsas de estudo.
  • Recuperação do património construído, nomeadamente de edifícios de interesse público em acentuado estado de degradação e apoio a actividades criativas no âmbito da cultura.
  • Criar condições para fazer regressar ao país jovens talentos emigrados e fixar os que ainda cá permanecem.
  • Erradicar a pobreza, construção de habitação social e distribuição de mais criteriosos subsídios.
  • Acautelar a situação dos actuais e futuros pensionistas da Segurança Social e CGA, revendo algumas leis que regem a Segurança Social, com reflexos na sustentação da CGA.
  • Reformar a justiça e a investigação criminal, atribuindo-lhes mais e melhores meios técnicos e humanos.
  • Eliminar a banalização da corrupção e a institucionalização da impunidade.
Julgo que estes serão contributos que também ajudam a defender as Conquistas da Revolução.
A nível internacional. O panorama não é muito animador.
A pressão dos refugiados e do terrorismo reforça o argumentário da extrema-direita e afecta a EU já destabilizada, aumentando o risco de o maior grupo parlamentar do Parlamento Europeu ser proveniente dessa extrema direita.
A instabilidade dos países mediterrânicos do Norte de África, a guerra da Ucrânia e o cerco às fronteiras russas do Báltico ao Mar Negro, tornou-se um pretexto para o reforço do expansionismo e agressividade da NATO.
Na zona da Ásia Pacífico, desenham-se novos alinhamentos como a  Rússia e o Japão, os EUA e a Índia a China e o Japão, com objectivos que vão desde a procura de matérias-primas, à aquisição de tecnologias de ponta, ou ao mero cerco económico e político-militar à China e à Coreia do Norte.
Um novo peão surge agora com intenções ambíguas, a Turquia, que apesar de desconfiança mútua, ensaia uma aproximação à Rússia num sério desfio à NATO.
 Considero no entanto que o factor de importância mundial mais significativo, é a figura de Donal Trump, que constitui ainda um intrigante caso de estudo.
 O actual Presidente dos EUA, é uma figura atípica que pretende ser notícia todos os dias, para alimentar o seu super-ego e credibilizar as suas promessas eleitorais de uma forma enviesada, sob a bandeira do “América primeiro”.
É assim que aparece a defender um muro na fronteira com o México, força a renegociação do Acordo de Comércio Livre Norte-Americano, nega as alterações climáticas, institui políticas intolerantes contra muçulmanos e imigrantes, provoca a desregulação financeira, recusa a não proliferação nuclear, fortalece os bilionários e a transformação da convivência bilateral em unilateral.
Elegeu para inimigos principais, primeiramente a China, tentando enfraquecer a respectiva economia, pondo em causa o acordo Trans - Pacífico, ainda que haja quem admita que na região Ásia - Pacífico, este facto poderá beneficiar a China. 
Recentemente, recuou e anunciou que vai manter a política de uma só China.
O Irão aparece a seguir, não sendo despiciendo admitir que para além de outras implicações estratégicas, seja para proteger Israel, pressionado pelo poderoso lobi judeu que pretende no seu confronto com a Palestina ver anulada a política dos dois estados, fazendo aprovar uma lei expansionista e racista à revelia da Lei Internacional para a Palestina que impedirá a criação de um Estado Palestino viável e soberano.
Muito recentemente já com António Guterres Presidente da ONU, dois comissários norte americanos desta instituição, após deslocação à Palestina, produziram um relatório onde denunciam o genocídio, o apartheid e crimes de guerra, cometidos pelo Estado de Israel contra a Palestina, que deu entrada na agenda da ONU, de onde foi retirada dois dias depois sem qualquer justificação. Este facto, provocou o pedido de demissão da Coordenadora da Comissão de Assuntos Sociais daquela organização, Rima Khalaf.
Internamente vem-se dedicando a instituir a arbitrariedade, a autocracia e a excepcionalidade.
Dir-se-á que ocorre uma convulsão no neoliberalismo que irá cair sobre Trump, escolhido para a resolver.
Mas o mais inesperado e potencial portador de um enorme risco, incerteza e imprevisibilidade, é a luta que se desencadeia entre as decisões de Trump e os objectivos das agências de informação e Segurança, nomeadamente a NSA e a Cia.
 Estas temem que Trump rejeite o programa de hegemonia mundial dos EUA que suporta o gigantesco orçamento anual do complexo militar industrial, devido à intenção de que a América deve regressar a casa e preocupar-se menos com países estrangeiros. É claro que foi aprovada uma enorme verba alegadamente para modernização das FA’s, o que mesmo assim é diferente do que se gastaria a consumir armamento e munições por tempo indeterminado nas constantes guerras pontuais, apanágio da política agressiva norte americana.
A anunciada decisão de Trump de reduzir as perigosas tensões com a Rússia no combate ao Estado Islâmico na Síria, entra em conflito com a orientação neo-conservadora seguida por Obama, de alimentar uma guerra por procuração, destinada a mudar o regime pelo derrube de Assad.
Ainda assim, Hillary Clinton fortemente apoiada pela CIA, preferia ir mais longe, impondo um zona de interdição de voo e o confronto com os russos.
A verdade é que estas agências, raramente são objecto de controlo democrático, sendo concebidas para disseminar a desinformação, o engano e a propaganda.
Resta-nos esperar que um homem rico e insensato tornado super–poderoso, que actua nas margens da lei, nestes jogos de dúbias cumplicidades não venha a ser considerado virtuoso.
Ou pior ainda que se deixe transformar este mito em ficção inteligente.
Mas acima de tudo o que importa assegurar é que as armas existentes nos EUA, sobretudo as nucleares, permaneçam em mãos responsáveis e sirvam para limitar a violência e garantir a paz e não para o seu contrário.
Mas apesar de ser este o mundo em que vivemos, estamos hoje aqui a comemorar um dia histórico para Portugal, porque acreditamos que ainda seremos capazes de lutar para o transformar.
No Portugal que queremos construir, não há lugar para a desigualdade que hoje nos atinge. Para a mentira. Para que se morra na defesa de interesses que não sejam os do nosso povo.
Queremos honrar a figura e obra de Vasco Gonçalves, assumindo a nossa solidariedade, fraternidade e responsabilidade para com o ideais e os sonhos que trazemos de Abril.
Continuaremos a lutar! 
Viva o 25 de Abril!
Viva Portugal! 







Um plenário de trabalhadores convocado pela CT da Lisnave e da LisnaveYards, em Setúbal, realizado na sexta-feira, dia 21, e para a qual, conforme é já uma tradição, a Associação Conquistas da Revolução foi convidada, não só fez o ponto da situação sobre questões laborais como evocou o 43º aniversário do 25 de Abril.



Após as intervenções dos membros das Comissões de Trabalhadores e activistas sindicais de ambas as empresas, António Pardal e Ricardo Malveiro, da primeira, e José Fradique, da segunda, falaram, pela ACR, o Comandante Heitor Sequeira Alves, e José Ernesto Cartaxo, ex-membro da Comissão Executiva da CGTP-IN.
A conjugação da luta dos trabalhadores, estudantes, Povo em geral, quer antes, quer depois do 25de Abril, lutas pela liberdade e democracia, produção e soberania nacionais (aqui com a vertente da descolonização), uma realidade objectiva da nossa História, nas intervenções destes últimos ganharam a força de uma autêntica dialéctica a concitar o lema: "unidade na acção".
E uma vez mais o modelo de contratação de trabalhadores que vinga no Estaleiro da Mitrena fez lembrar as praças de jorna de antes da Revolução de Abril.

Comemoração do 43º aniversário do 25 de Abril - na União das Freguesias de Almada, Cova da Piedade, Pragal e Cacilhas

A 10 de Abril comemorou-se na Academia Almadense, o 43º aniversário do 25 de Abril.
A iniciativa foi promovida pela União das Freguesias de Almada, Cova da Piedade, Pragal e Cacilhas.
Representou a ACR Manuel Custódio















intervenção de Manuel Custódio
Estimadas amigas e amigos, camaradas;

O nosso obrigado pelo convite que foi endereçado à Associação Conquistas da Revolução para estar aqui presente um militar de ABRIL.
Convite que muito nos honra.

A nossa Associação foi constituída e inspirada, nos valores e ideais desse grande Homem, que foi o general Vasco Gonçalves, o único 1º Ministro que governou para o seu povo e um dos objectivos da Associação é fazer emergir, na sociedade, os seus valores e ideais.

Camaradas e amigos;
Juntamo-nos hoje, na prestigiada Academia Almadense, para comemorar os 43 anos desse importante levantamento militar, dirigido pelos capitães, naquela radiosa madrugada de 25 de Abril, que derrubou o regime fascista de Salazar. Esta acção dos militares culminou longos e negros anos de lutas, do povo, de muitos democratas e patriotas portugueses, o que permitiu logo a seguir, aquele grandioso  1ºde Maio, dando inicio à Revolução Portuguesa que, por isso,  ficou conhecida por Revolução de Abril. Revolução que trouxe ao povo a alegria, a esperança e a paz. A revolução que escancarou os portões da liberdade e da democracia. Portões que muitos tentaram fechar com golpes, invenções e agressões mas não conseguiram, porque a mobilização das massas era real.

Foram anos vertiginosos esses anos de 74 e 75, para muitos de nós, os mais felizes da nossa vida, há uma lição fundamental para os dias de hoje e de sempre: foi a luta, foi a iniciativa, foi a intervenção das massas que produziram as conquistas. Elas, as conquistas, antes de estarem em lei ou na Constituição, já eram realidade concreta, vida concreta, nos campos, nas fábricas, nas vilas e freguesias rasgando ruas, casas, escolas. Como está bem documentado no livro Conquistas da Revolução, que a nossa Associação publicou

Foi isso que permitiu aquele acto fantástico de poucos meses após o 25 de Novembro que constituiu uma derrota da esquerda militar e desequilibrou a relação de forças, tivesse sido aprovada a Constituição da República, ela própria conquista de Abril. Uma Constituição que consagrou as conquistas fundamentais dos trabalhadores e das massas – as conquistas da Revolução, uma Constituição ao serviço dos explorados, dos mais pobres, da afirmação da soberania nacional, dos direitos dos trabalhadores e de um Portugal desenvolvido. Uma Constituição que começou a ser atacada nesse próprio dia e continuou até aos dias de hoje. Todos temos conhecimento das mais de uma dezena de inconstitucionalidades decididas pelo Tribunal Constitucional relativamente a medidas do Governo PSD/CDS

Constituição, que por proposta das Associações e Clubes militares, na comemoração do seu 40º aniversário, a Câmara Municipal de Almada editou em tipo de livro escolar e distribuiu a todos os alunos do 1º ao 11º ano de escolaridade do seu concelho.

Camaradas e amigos;
Olhamos o mundo e temos razão para estarmos preocupados. Vemos como a extrema-direita tem vindo a reforçar a sua influência por toda a Europa. Vemos como em resultado das intervenções na Libia, Iraque, Afeganistão se generalizou a guerra, arrastando com ela um êxodo em massa, acirrando ódios. Os mesmos que desencadearam a guerra são os mesmos que agora choram lágrimas de pena e dó pelos refugiados. Os mesmos que já restringem direitos e liberdades, como já faz a França e outros países,  são os mesmos que, por causa do terrorismo, financiam os países e vendem armas aos que abrigam os terroristas.

Olhamos para o outro lado do Atlântico e vemos como se desestabilizam países que optaram por querer seguir rumos diferentes daquilo que querem, os que acham que dominam o mundo. O último ataque à Líbia e as ameaças à Coreia do Norte, por parte dos Estados Unidos de Ronald Tramp, aumentam cada vez mais os perigos de guerra, a qual, a ser lançada com a capacidade de destruição que possuem os beligerantes, será uma catástrofe difícil de prever, pois como dizem os especialistas, nem os vencedores de te tal guerra sobrevirão.   

Estes são pois tempos de preocupação. Mas preocupação não pode ser sinónimo de expectativa, paralisia ou desistência. De ficar à espera para ver. De pensar que outros resolverão por nós aquilo que a nós diz respeito.

Amigos e camaradas;
A grande virtude da solução governativa construída após as eleições de 4 de Outubro, de 2015, foi ter afastado o PSD e o CDS do Governo e com isso a interrupção do seu projecto demolidor. Ter-se conseguido isso já foi muito.

Mas se não podemos permitir que se perca a esperança criada com a janela que se abriu com essa solução, também é preciso não ter ilusões, que com o actual o actual Governo os problemas fundamentais que afectam a nossa vida, vão ter resolução. Todos temos consciência das soluções, visões e propostas que separam as forças políticas que suportaram a formação do governo do PS. Conhecemos 39 anos de políticas do PS, sabemos das suas opções. Mas, sabemos também que querer cumprir as regras da União Europeia e satisfazer direitos básicos dos portugueses é o mesmo que querer sol e sombra ao mesmo tempo.

Logo, das duas, uma: ou ganha corpo pela exigência popular, a satisfação dos interesses dos trabalhadores, dos reformados e pensionistas, do direito à saúde, etc; Ou retoma a satisfação dos interesses do Banco Central Europeu, com a obecessão pelo tecto do déficit, e a destruição das nossas vidas. E como há ainda quem não tenha compreendido bem esta situação, compete-nos esclarecer, mobilizar e agir, para combater os planos Bês e se exijam os planos À.

Camaradas e amigos;
Hoje, estamos de novo a precisar de nos dinamizarmos por novas causas e razões.
O momento que vivemos não é de espera, nem de expectativa, mas sim de luta e de acção. Precisamos de novo da intervenção e da luta pelo aumento das pensões e reformas; de salários; de acesso à saúde; de direitos dos trabalhadores e combate à precariedade. Precisamos dessa intervenção na luta pelo direito do nosso povo decidir do seu destino sem ingerências e pressões do FMI, do BCE e outras estruturas. O nosso desenvolvimento só será possível se nos libertarmos dessas pressões e dessas ingerências.

Não quero terminar esta minha intervenção sem manifestar a mais profunda solidariedade da Associação Conquistas da Revolução à União de Juntas de Freguesias de Almada como a todos os seus trabalhadores e às suas lutas por uma vida com qualidade e dignidade.

Quero ainda manifestar a esperança e a certeza, de que as gerações mais jovens saberão dar continuidade à luta pelos valores e ideais desse grande militar, o General Vasco Gonçalves. 

E antes de terminar mesmo, quero informar, que no dia 20 de Abril a Associação Conquistas da Revolução, realiza, na Casa do Alentejo, um Jantar  comemorativo do 25 de Abril.

Viva a Associação Conquistas da Revolução
Viva a Constituição da República
Viva a Revolução de Abril

Almada, 10 de Abril de 2017
   




Jantar de confraternização comemorativo do 25 de Abril




Como vem sendo habitual a ACR realiza o seu jantar de convívio comemorativo do 25 de Abril.
Este ano, o jantar tem lugar na Casa do Alentejo a 20 de Abril
A ementa é: Creme de Espargos; Ensopado de borrego e Sericaia.
O seu custo 17,00 €.

Para reservas contatar a Casa do Alentejo; telefonar para 960 292 981; ou enviar um email para conquistasdarevolucao@gmail.com

Contamos consigo.
Vamos encher a Casa do Alentejo e transformar este jantar numa grande jornada por Abril.

O capitão de Abril e nosso sócio Nuno Pinto Soares lança caderno de memórias




Adriano Correia de Oliveira - O Trovador da Liberdade

A Associação Conquistas da Revolução, em colaboração com a Câmara Municipal 
do Barreiro, assinalou no passado dia 9 de Abril, no Auditório Municipal Augusto 
Cabrita, os 75 anos do nascimento de Adriano Correia de Oliveira, uma voz única da 
música portuguesa que, ao longo dos seus quarenta anos de vida, esteve sempre 
do lado da liberdade, da democracia, da justiça social, sempre ao lado do seu povo.

Esta iniciativa contou com a participação de Vitorino, Janita Salomé, Samuel e Nuno Tavares, e do Grupo Jurídico de Canto e Guitarra de Coimbra, e intervenções 
de Carlos Humberto de Carvalho, Presidente da Câmara Municipal do Barreiro e do Comandante Manuel Begonha, Presidente da Associação Conquistas da Revolução.

No decorrer da iniciativa foi referido que “O último espetáculo de Adriano Correia de Oliveira" foi precisamente no Barreiro, terra de luta, terra de Abril.
Para a cultura portuguesa fica o legado de Adriano Correia de Oliveira. Para todos o exemplo do seu empenhamento na construção de um Portugal democrático e na defesa das "conquistas da revolução.”

“Adriano Correia de Oliveira foi um dos autores mais marcantes da música de intervenção e da canção de Coimbra. A sua voz ímpar distinguiu-se pelo timbre e pela limpidez. Com enorme coragem, interpretou palavras de luta e resistência contra a ditadura fascista e acompanhou as muitas conquistas de Abril no período revolucionário.”






Carlos Humberto de Carvalho, Presidente da Câmara Municipal do Barreiro


Comandante Manuel Begonha, presidente da direcção da ACR

Em nome da direcção da ACR, quero agradecer a vossa presença, que muito nos satisfaz e honra.
Quero agradecer à câmara Municipal do Barreiro a cedência destas excelentes instalações, meios técnicos e apoios, bom como aos respectivos colaboradores que tornaram possível este espectáculo.
Agradeço finalmente a generosidade dos artistas, fundamental para o sucesso desta homenagem.
Lembro que uma iniciativa como este, apesar da boa vontade de todos os intervenientes, tem custos, pelo que apreciaríamos que comprassem os nossos livros que estão expostos na banca.
São eles:
“Vasco, nome de Abril” que é um conjunto de depoimentos de 75 figuras públicas que pretenderam dar o seu testemunho sobre a vida e obra do Gen. Vasco Gonçalves; “As Conquistas da Revolução” que recorrendo a decretos-lei e respectivos preâmbulos publicados no Diário da República, descrevem as grandes transformações que ocorreram maioritariamente nos 4 governos provisórios presididos por Vasco Gonçalves e que hoje designamos por “Conquistas da Revolução”, muitas delas consagradas na Constituição da República e “5ª Divisão – MFA – Revolução e Cultura” que historia o que foi a tão caluniada 5ª Divisão do EMGFA e no qual se descrevem as campanhas de Dinamização Cultural.

A ACR foi constituída para defender estas conquistas e para não deixar esquecer aqueles que se distinguiram pela obra produzida na correspondente construção e consolidação, dos quais destacamos Vasco Gonçalves, patrono da nossa Associação.
Destes, no campo da cultura e especialmente na música popular portuguesa, tem justíssima relevância Adriano Correia de Oliveira que como compositor e intérprete teve um papel marcante na construção de um Portugal livre e democrático e que hoje evocamos e homenageamos.

O Adriano, nasceu no Porto a 9 de Abril de 1942, faria, portanto hoje 75 anos, e faleceu em Avintes em 1982.
Ficou para a história do movimento estudantil a estreia da “Trova do vento que passa”, na Faculdade de Medicina de Lisboa.
Este género musical tornou-se inovador e após a sua edição em disco em 1963, passou a ser como que o hino da luta anti-fascista estudantil.

Não esqueço a ligação que com ele estabeleci durante a sua acção cívica no âmbito da 5ª divisão do EMGFA, onde em 1974/75, integrou o departamento de música da CODICE, organismo que coordenou as campanhas de dinamização cultural do MFA.
Assim interveio por este país, tendo-se empenhado activamente no contacto com a população, onde mostrou bem a sua qualidade humana, o seu inconformismo e vontade de mudança.
Era, pode dizer-se, um homem grande em todos os sentidos.
E foi por tudo isto que é com grande alegria que vos comunico que na última Assembleia Geral, foi aprovada, por unanimidade e aclamação, a atribuição a Adriano Correia de Oliveira, a qualidade de sócio de mérito da Associação Conquistas da Revolução.
Finalmente, desejo que se divirtam, que gostem do espectáculo e que saiam daqui mais inspirados para prosseguir na luta pela defesa da nossa Constituição, último baluarte para manter abertas “As portas que Abril abriu”, como diria Ary dos Santos.


Grupo Jurídico de Canto e Guitarra de Coimbra







Raquel Bulha. Apresentou o espectáculo

Samuel e Nuno Tavares



Janita Salomé e Filipe Raposo







Armindo Fernandes


Vitorino