Última homenagem a Vítor Lambert

Foi ontem, 17 de Fevereiro, no cemitério dos Olivais


O presidente da direcção da ACR, Manuel Begonha, proferiu as seguintes palavras:

Ao Vítor Lambert, Marinheiro, Revolucionário, e fundador da Associação Conquistas da Revolução.

Caro camarada!

Quero agradecer-te pela forma como cumpriste a tua missão nas actividades que te foram atribuídas, pela limpidez do teu carácter, pela tua lealdade, pela tenacidade com que lutaste pelas tuas convicções, pelo orgulho que sentimos quando nos representaste, pelo muito que nos ajudaste.

Foste revolucionário coerente e por isso os do 25 de Novembro te sanearam.

Deves saber como apreciamos o teu convívio e a tua postura sempre corajosa e humilde mesmo quando a saúde te atraiçoou.

Como os que têm grande coração, soubeste suscitar amizades e admiração.

Honraste a Marinha e os Marinheiros.

Vamos sentir a tua falta, nunca estarás só. 
Sei que caminhas ao nosso lado, nunca deixando de ser uma de nós.

Até sempre companheiro!!


Associaram-se nas despedidas:
Maria João Gonçalves que leu uma intervenção em nome de um conjunto de amigos, relatando as vivencias comuns que ao longo dos anos partilharam sublinhando as qualidades morais e civicas de Vítor Lambert.
e o
“Cabo” Geraldo Lourenço, na qualidade praça mais antiga dos saneados do 25 de Novembro, proferiu um improviso relembrando os tempos da fundação da CDAP e do Clube de Praças da Armada elogiando a personalidade e a perseverança de Vítor Lambert.

Faleceu Vítor Lambert



A Associação Conquistas da Revolução perdeu ontem, 15 de Fevereiro de 2018, um dos seus sócios fundadores e até à data membro da Direcção da nossa Associação.
Ingressou na Marinha de Guerra em 1971.
Militar de Abril, participou desde a primeira hora no processo de democratização da Marinha tendo sido:
  • Membro da Assembleia do MFA da Armada.
  • Membro da Comissão Coordenadora e Executiva da CDAP - Comissão Dinamizadora do Associativismo de Praças.
  • Membro da Comissão de Bem Estar no Museu da Marinha.
  • Membro da CDEA - Centro de Dinamização e Esclarecimento da Armada - entre Abril e Novembro de 1975.
  • Membro da Campanha de Dinamização Cultural da 5ª Divisão nos concelhos da Guarda e Sabugal, com a EPAN
  • Membro do Corpo Redatorial do jornal “RUMO”
Primeiro militar da Armada saneado pós 25 de Novembro de 1975. Foi reintegrado no ramo através da Lei 43/99, no posto de cabo.
Além do apoio que prestou nas iniciativas da nossa Associação, colaborou na edição dos livros “Vasco, nome de Abril”,e “Conquistas da Revolução”.
Foi um dos autores do Livro "A REVOLUÇÃO DE ABRIL - Praças da Armada", excelente documento testemunhando o papel das Praças da Armada na Revolução de Abril.
Recentemente colaborava na edição do livro “O Diário da Contra- Revolução”

O 25 de Novembro e os média estatizados


No dia 21 de Fevereiro, com inicio às 18 horas, na Casa do Alentejo debate sobre o 25 de Novembro e os media estatizados



12º aniversário da casa do pessoal do Arsenal do Alfeite

A ACR esteve presente, representada pelo vogal da direcção Manuel Carvalho, que proferiu a intervenção que se reproduz.


Boa tarde a todos!
Sr. Presidente da Casa do Pessoal do Arsenal do Alfeite
Sr.as e srs convidados
Caras amigas e amigos.
O nosso obrigado pelo convite que foi endereçado à Associação Conquistas da Revolução para estarmos aqui presentes, no décimo segundo aniversário desta casa, que em boa hora foi constituída, onde os mais velhos poderão transmitir aos mais novos conhecimentos e toda a história gloriosa do Arsenal do Alfeite.
 Convite que muito nos honra!
Para os que ainda não conhecem a Associação Conquistas da Revolução, permitam-me umas breves palavras acerca dos nossos propósitos:
Ela é constituída por cidadãs e cidadãos civis e militares, a maioria destes antigos membros do MFA, muito deles que foram obrigados a passarem à reserva e outros expulsos das fileiras, após o 25 de Novembro, pelo único crime de, na sua generosidade e consciência pretenderem estarem ao lado do povo trabalhador, lutador e resistente.
Estas cidadãs e cidadãos, amantes da liberdade e da democracia, pretendem defender e repor toda a verdade sobre as acções concretizadas dentro do programa das forças armadas (MFA) e lembrar e homenagear os seus promotores quer civis ou militares, das conquistas legítima e democraticamente obtidas no período mais fecundo, patriótico e criativo do 25 de abril.
Conquistas do povo trabalhador português entretanto destruídas por quem ocupou o poder político a partir de 1976 e se algumas delas ainda não foram destruídas deve-se à luta e resistência do nosso povo.
A ACR tem pautado a sua actuação, por todo o país cultivando o espírito revolucionário e a consciência social progressista, pela construção de uma democracia política, económica, social e cultural amplamente participada, que a Constituição da República Portuguesa, aprovada em 2 de Abril de 1976, viria a consagrar.
Pretendem que a história recente não seja deturpada, reescrita ou simplesmente esquecida, como é o caso da tentativa de prescrição da memória e o legado do General Vasco Gonçalves.
Por isso, é com grande satisfação que hoje aqui estamos na casa dos arsenalistas herdeiros e continuadores de grandes lutas, pela dignificação do povo trabalhador.
O Arsenal do Alfeite foi e é uma excelente escola de formação de homens com elevada consciência de classe, de operários técnicos reconhecidos em todo o país, na área da reparação e construção naval, nas suas várias especialidades,
mas como hoje é dia de festa, não me vou alargar mais, terminando:
Com uma grande e calorosa saudação a todos os trabalhadores do Arsenal do Alfeite e em especial a todos os associados desta casa e aos seus órgãos sociais neste décimo segundo aniversário, com votos de muito sucesso.
Vivam os trabalhadores de Arsenal do Alfeite!

Viva a casa do pessoal do Arsenal do Alfeite!

Associação Conquistas da Revolução presente no 40º Aniversário do MURPI


A Associação Conquistas da Revolução correspondeu ao convite que o MURPI - Movimento Unitário dos Reformados, Pensionistas e Idosos - lhe endereçou para estar presente no Seminário "Envelhecer com Direitos", comemorativo do seu 40º Aniversário, na pessoa de Manuel Custódio, Militar de Abril.
A iniciativa teve lugar no dia 24 de Janeiro, no Fórum Municipal Romeu Correia, em Almada.
Na Saudação que enviou, a ACR referia-se a este Aniversário como "data marcante da insistente defesa das Conquistas e dos Valores da Revolução de Abril". "Obreiros que sois, homens e mulheres, de décadas de trabalho e luta pelo progresso e soberania do País, assentes nas mãos à obra quantas vezes sob a repressão e a exploração, tendes toda a nossa solidariedade". Não faltou a evocação do General Vasco Gonçalves, "cujo património permanece indispensável para um futuro melhor para o nosso País, o nosso Povo, os nossos trabalhadores".

Iniciativa do nosso núcleo do PORTO






Realiza-se em 2 de Fevereiro, sexta-feira, às 18 horas, na Associação de Jornalistas e Homens de Letras do Porto (Rua de Rodrigues Sampaio 140) uma Sessão/Debate sobre o livro :

O 25 de Novembro e os media estatizados - uma história por contar”.

São intervenientes o autor, Ribeiro Cardoso, o Comandante Marques Pinto (militar de Abril) e o jornalista César Príncipe. O moderador será Jorge Sarabando.

Próximas iniciativas

Tome nota na sua agenda

Dia 21 de Fevereiro 18:00 horas
Apresentação do livro "O 25 de Novembro e os Media Estatizados"  de Ribeiro Cardoso

Dia 29 de Março 18:00 horas
Assembleia Geral para votação do relatório e contas e eleição novos membros dos órgãos sociais

Museu Michael Giacometti - Sessão evocativa de Vasco Gonçalves e de Rosa Coutinho

Porquê esta evocação?

Palavras proferidas pelo Presidente da Direcção, Comandante Manuel Begonha

Vasco Gonçalves e Rosa Coutinho não precisaram de lutar em vida pela sua memória, porque a sua acção e exemplo, permitirá que não sejam esquecidos logo após a sua morte.
Não faremos queixas ou acusações, nem censuras ou ajustes de contas, nem pretendemos ressarcimentos pelos dissabores e agravos que sofreram.
Na verdade na época própria e na nossa sociedade surgem homens como estes cuja elevação moral e percurso individual, condensam em si e apontam um destino a seguir.
O que não queremos é pactuar com os que procuram distorcer a História ou promover o esquecimento.
O que não queremos é que se adultere o pensamento, a obra e especialmente o carácter destes Homens.
E é com a luz dos que os conheceram profundamente que os pretendemos iluminar com a verdade objectiva do seu testemunho.
Termino recordando que ambos são muito justamente Sócios de Mérito da nossa Associação.

Intervenientes - da esquerda para a direita
Henrique Mendonça, Marques Pinto, Manuel Begonha e Pinto Soares

Na última fila- familia do gen. Vasco Gonçalves


O Museu do Trabalho Michel Giacometti, em Setúbal, foi ponte de encontro para o desdobramento de uma iniciativa de evocação de Vasco Gonçalves e Rosa Coutinho na quinta-feira, 14 de Dezembro, ao fim da tarde, porquanto ali recolheu o testemunho dos Comandantes Manuel Begonha, Presidente da ACR, Henrique Mendonça e Manuel Marques Pinto, e do Coronel Nuno Pinto Soares, numa sessão que teve de seguida o encaminhamento - como que uma marcha, - para, a poucos metros, no Quebedo, o Restaurante “Egas”, segundo local de encontro-convívio fortemente marcado por uma rica componente cultural.
    Efectivamente, o “Egas” há décadas era conhecido como “Academia Sapec”, pois o seu proprietário, Jerónimo Bárbara, assumiu tal sobrenome nos tempos em que era barbeiro tanto quanto patrono de encontros de tertúlia, nos quais trabalhadores e intelectuais entrelaçavam a defesa do 25 de Abril na herança de ajuntamentos conspirativos e de resistência anti-fascista, sendo aquele espaço uma taberna ela própria herdeira de uma antiga adega.
   As canções, entre muitas outras, de José Afonso e de Adriano Correia de Oliveira - a tão poucos dias do 19 de Dezembro, data do assassinato de José Dias Coelho, em Alcântara, Lisboa, no ano de 1961, fazendo irromper “A morte saiu à rua” - tiverem os acordes de David Carlos, o velho bate-chapa setubalense, e do advogado Manuel Guerra Henriques, este também excelente cantador do fado de Coimbra, a que se juntaram Octaviano Sales e, vindo do Barreiro, Armindo Fernandes, enquanto Fernando Casaca, actor e Director do Teatro do Elefante, puxou pelo “Força, força, Companheiro Vasco” e escolheu para leitura o trecho de Bertolt Brech fazendo justiça aos “imprescindíveis”.
   Vítor Zacarias, Presidente a um momento da Comissão Administrativa após a Revolução, foi portador da saudação de Francisco Lobo, igualmente membro da mesma e mais tarde Presidente do município sadino, anfitrião não poucas vezes do General.

   Os filhos de Vasco Gonçalves, Maria João e Vítor, marcaram presença na companhia muito calorosa e confiante de cerca de 50 indefectíveis defensores das Conquistas da Revolução.